Abalo de meio de semana perde força
Depois de alguns dias mexidos, o cenário dos rankings está a acalmar. O Search Engine Roundtable apontou bastante conversa em torno de 5 e 6 de agosto, com donos de sites a relatarem oscilações, reversões, quedas no Discover, perdas de tráfego e maior visibilidade do YouTube em algumas SERPs. No resumo de 7 de agosto, o foco continuava em dois abanões de ranking não confirmados, além de uma nota de que os crawlers do Google também podem fazer pedidos menos comuns, como HEAD, OPTIONS, PUT, PATCH, and DELETE, sobretudo ligados ao rastreio de JavaScript.
O nosso tracker mostra agora 3.3/10 hoje, parcial, depois de uma descida concluída desde a turbulência moderada do fim de julho até condições normais desde 29 de julho. Em bom português: se os seus rankings saltaram no início da semana, hoje não é dia para mexidas por pânico. Espere a poeira baixar.
A Search com AI é o principal campo de batalha
Nas últimas 24 a 48 horas, o tema não foi tanto um novo evento de algoritmo, mas sim a forma como a visibilidade está a ser medida. O Search Engine Land defendeu que os relatórios clássicos de ranking já não mostram bem o que o utilizador realmente vê, porque anúncios, AI Overviews, shopping, resultados locais, vídeos, Reddit e personalização podem empurrar para baixo até um resultado orgânico no topo.
O Search Engine Journal chegou à mesma conclusão por outro caminho: boa visibilidade em pesquisa com AI continua a depender do básico bem feito, como entidades claras, sinais de marca consistentes e conteúdo útil, não de etiquetas mágicas. A experiência com cats.txt serviu de aviso direto contra gastar dinheiro em rituais de AI SEO ainda por provar, como llms.txt, só porque bots passam por um ficheiro ou um chatbot diz que ajuda.
O que fazer
A orientação oficial do Google Search Central continua prática: as propriedades de plataforma no Search Console agora permitem acompanhar a visibilidade de Instagram, TikTok, X e YouTube no Google Search, Discover e News. Se social ou vídeo são canais importantes para descoberta, valide essas propriedades e compare impressões, cliques e queries antes de reescrever o site.
Resumo: céu mais calmo, mas terreno diferente. Meça cliques, leads, pesquisas de marca e visibilidade nas funcionalidades da SERP, não apenas a posição dos links azuis.